O ritmo africano não estará restrito a Rock Street, que este ano traz o continente como tema. A batida forte e ritmada da Bahia estará presente no som mais que potente do Baiana System, uma das bandas mais expressivas da atualidade quando o assunto é sonoridade. Ela estará aliada ao calor do Kuduro apresentado pela transexual Titica, que leva ao público uma música inspirada nos diversos ritmos africanos, como o próprio kuduro e o samba.

“São artistas que nunca se encontraram, mas que tem na busca pelo inédito algo em comum. Vamos para uma apresentação que transcende o preconceito e o julgamento e abre o coração para o novo e para um som muito especial e acima de tudo positivamente vibrante”, afirma Zé Ricardo, diretor artístico do Palco Sunset.

Sobre Baiana System

O som potente do Baiana System caminha pelas influências carnavalescas e folclóricas da Bahia. A banda explora as rimas e melodias do vocalista e compositor Russo Passapusso embaladas pela guitarra elétrica de Roberto Barreto e pelo baixo de SekoBass. Na percussão, Ícaro Sá e JapaSystem. O Baiana conta ainda com a criatividade dos produtores parceiros João Meirelles e Mahal Pitta e do rapper BNegão – colaborador da banda desde o início do projeto. O ilustrador e designer Filipe Cartaxo, responsável pela linguagem gráfica, também faz parte do grupo.

Nos shows, os versos políticos e urgentes de Russo ganham ainda mais voz com os grooves e beats lançados na hora pelos produtores que os acompanham, que dialogam com vertentes do reggae como ragga e dancehall.

O primeiro disco homônimo do Baiana System – cheio de participações especiais, como Lucas Santtana, BNegão, entre outros – foi lançado em 2010, mas foi em 2013, com o EP “Pirata”, que a banda se consolidou como nome mais forte da cena independente soteropolitana. O segundo álbum da banda, “Duas Cidades” (2016), traz a nova sonoridade da música urbana produzida em Salvador. “Playsom”, sua principal faixa, faz parte da trilha do popular game de futebol “Fifa 16”.

Sobre Titica

A transexual Titica é a atual cara do ritmo angolano Kuduro, e foi eleita a Melhor Artista de Kuduro de 2011 em seu país. Sua carreira começou em 2008 e, logo depois, a cantora estourou com o single “Chão“, uma das músicas mais tocadas em Luanda na época, que fez parte do seu primeiro álbum “Chão” (2011). Titica já se apresentou em Portugal, na Inglaterra e no Brasil, no evento Viradão Carioca, em 2012.

Nascida na Angola, Titica quebrou as barreiras do preconceito em um país marcado pela intolerância. Com o Kuduro – dança que mistura rap, batidas eletrônicas e ritmos da cultura local, como o semba e a quizomba –, a cantora é sexy sem ser vulgar, conquista as crianças em seus shows e fala sobre luta contra o preconceito. Seu segundo álbum, “De Última à Primeira” (2014), traz músicas eletrônicas, semba e zouk, com arranjos musicais de Cervantes.