Gabriel Boni já foi chamado de muitas coisas: máquina, prodígio, promessa e tantos outros. E é fácil se render a essas comparações e adjetivações sem ter noção do imenso trabalho - além do inegável talento - necessário não apenas para merecê-las, mas para levá-las ao limite.

Isto fica claro quando o vemos conduzindo pistas pelo Brasil e pelo mundo afora, capitaneando três selos tão singulares e ainda vertendo a variedade de produções que cimentaram sua reputação entre luminares da cena ou entre públicos tão diversos como os de Amsterdam, São Paulo, Rio de Janeiro, Miami e sua nativa Brasília.

Uma carreira que se espraia por quase dez anos e é pontuada por feitos e conquistas que seriam triviais, como tocar em eventos das dimensões de um Lollpalooza ou Ultra Music Festival, não fossem recheados de uma devoção das mais sinceras pelo ofício de criar momentos musicais, emocionais e dançantes que se mantém firme e profundamente conosco.