Uma apresentação performática. Assim será a apresentação de Johnny Hooker, Liniker e Almério no Palco Sunset, no dia 17 de setembro, que transcenderá as vozes e refletirá os apelos e quebra de paradigmas em um espetáculo sem qualquer rotulagem. Para esta apresentação, além das canções já conhecidas e premiadas, os fãs podem esperar performances e figurinos que darão o tom do encontro.

Para Zé Ricardo, diretor artístico do Sunset “são três artistas performáticos, que usam a favor da música o corpo e a vestimenta”. Ele lembra ainda que “o Brasil não produz artistas assim desde a época de Ney Matogrosso. Colocam a sua expressão corporal dentro do seu trabalho. Independentemente da sua sexualidade os três são artistas que saem de dentro da casinha, que extrapolam e apresentam algo muito diferente e é exatamente isto que o público poderá ver”, garante.

Sobre Johnny Hooker

Cantor, compositor, ator e roteirista brasileiro, Johnny Hooker se define como "uma mulher em fúria no corpo de um homem com os olhos marejados de lágrimas". Performático e vanguardista, o pernambucano é considerado um dos grandes destaques da música contemporânea brasileira. Em 2015, foi vencedor do Prêmio da Música Brasileira como Melhor Cantor na categoria Canção Popular.

Com influências de nomes como Madonna, David Bowie e Caetano, seu primeiro disco solo foi o aclamado "Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!" (2015), uma mistura de estilo musical latino-americano com ritmos regionais. Johnny Hooker é da nova cena de artistas que recusam rótulos e para ele o palco é um lugar libertário.

Entre seus principais sucessos está “Amor Marginal”, música que fala sobre os perigos e tristezas que caminham junto com a homofobia. Suas músicas são conhecidas por dar vida a trilhas sonoras de filmes e novelas. Com canções próprias e releituras de sucessos populares como “Pense em mim”, de Leandro e Leonardo, Jonny aposta sempre na ousadia e suas interpretações ao vivo rendem inúmeras comparações com o cantor Ney Matogrosso.

Sobre Liniker

Liniker e sua banda, os Caramelows, misturam elementos de black music e soul com uma linguagem contemporânea brasileira, somados a letras que descrevem as relações e o amor. No palco, o som da guitarra funkeada aliado ao baixo, ao sopro e à bateria swingada contagiam o público.

A cantora paulista de apenas 21 anos não precisa de rótulos. Nos shows, usa roupas masculinas e femininas, e propõe o debate sobre gênero, identidade e política, fazendo valer a mensagem de autoafirmação.

A estreia de Liniker em um estúdio profissional foi em 2016 com "Remonta", que traz um som mais encorpado, após uma temporada de mais de 80 shows em oito meses. Um ano antes, Liniker lançou o EP “Cru”, que explodiu na internet e fez a galera dançar.

Sobre Almério

O cantor pernambucano de 34 anos – que se redescobriu no teatro – começou a carreira aos 23, em Caruaru, no Teatro João Lyra Filho. Com seu belo timbre vocal e performance provocativa, foi vencedor do Prêmio Natura Musical, em 2015, em eleição pelo voto popular. No mesmo ano, fez turnê por cinco cidades do Nordeste (Maceió, Arapiraca, Fortaleza, Caruaru, Recife e João Pessoa) e se apresentou no São João de Caruaru. Com o projeto "BabyBárbara", ao lado do artista Geraldo Maia, eles interpretaram canções de Caetano Veloso e Chico Buarque.

Seu primeiro trabalho autoral, “Almério” (2014), ganhou prêmios como o Cata-vento, da Rádio Cultura Brasil (SP). Durante a carreira, já se apresentou no Festival de Inverno de Garanhuns, no Abril Pro Rock e no Festival Pernambuco Nação Cultural. Também já fez participações em shows de artistas como Zélia Duncan, Elza Soares, Paulinho Moska, Mariana Aydar, Arnaldo Antunes e Luiza Possi, no "Maior Baião do Mundo".