Por Anita Mori

O assunto não é novo, mas a demanda crescente do mercado e a necessidade de atuar de maneira cada vez mais estratégica e de gerar resultado é pulsante. O senso comum é que não existe uma só fórmula fechada, ideal, de se trabalhar com influenciadores digitais. Mas sem fórmulas, sem entender com erros e acertos, e sem conhecer de fato “os dois lados” – influenciador e cliente – a chance de morrer na praia é tão crescente quanto a demanda.

O know how de se trabalhar com influenciadores vem de uma soma de experiências e ferramentas, que vão desde todos os indicadores de mídias sociais, ROI e mapeamento qualitativo, até o conhecimento do mercado e suas tendências, relacionamento adequado e a boa gestão das entregas, de ponta a ponta.

Com esses criadores de conteúdo se tornando personalidades globais, verdadeiras celebridades com milhões e milhões de seguidores, como mostra a edição 2018 do SERMO Influencer INDEX, os influenciadores passam a ser uma comunicação de massa. Onde, então, fica aquele aspecto super próximo, de conversa individual, que os alçou ao posto de nova mídia?

O índex é fruto de uma pesquisa de tendências feita pela SERMO, rede de inteligência global de mercado e criação de campanhas de comunicação voltada para os mercados de beleza, luxo e consumo, e do intercâmbio de experiências de agências dos cinco continentes, da qual a Approach faz parte.

Com números tão superlativos, como saber se as marcas realmente estão se comunicando com essa audiência? Como mostra o estudo, é preciso conhecer um pouco mais a fundo estes públicos, ir além dos números de alcance. Afinal, tem aquela máxima: quem fala com todo mundo, não fala com ninguém.

Entre os nomes brasileiros que estão no ranking, voltado para luxo, está Hugo Gloss, que tem seguidores com interesse em... música, esportes e dança. Outros já são bem próximos desse universo, como a jornalista Vic Ceridono, que participou de uma apresentação do index em primeira mão para clientes de nosso escritório em São Paulo. Uma das pioneiras deste mercado no Brasil, criadora do blog Dia de Beauté, agora desdobrado em várias plataformas, Vic Ceridono destaca a importância das marcas conhecerem o trabalho do influenciador: “Não existe uma fórmula, mas existem experiências que mostram os erros e acertos, e é preciso ter verdade no que se faz. E é importante o cliente entender que é uma co-criação, que vou participar de fato daquele projeto, porque se não, não vejo sentido em ter sido escolhida se o briefing é totalmente fechado, se não há uma troca”.

A pesquisa, além de apontar os top 10 influenciadores de diversos países, aborda tendências, como o crescimento da importância dos microinfluenciadores, o valor do Instagram Stories e até o aumento da influência dos maquiadores nas mídias sociais.

Sobre os microinfluenciadores, que cada vez mais fazem parte da estratégia das empresas, Vic Ceridono ressalta que é essencial não perderem a intuição. “Os micros estão vivendo o que os blogueiros com mais experiência viveram quando começaram. É importante amadurecer, mas manter este entusiasmo do começo”. Vivendo em Londres nos últimos anos, a influencer ressalta ainda como o Brasil é evoluído no setor e que, às vezes, não nos damos conta de como somos benchmark.

Um dos temas que ainda se discute no mercado é de como é esta relação comercial com as marcas X feedback da audiência. “Os seguidores gostam de transparência. Se a audiência vê relevância e verdade naquele conteúdo, eles não se importam que seja publi”, revela a blogueira. E no final de tudo, como ela bem ressalta, em todo trabalho com influenciador, “a personalidade é que faz a diferença”.

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