Por Victor Soriano

Para além de representações e estereótipos, o que pessoas pertencentes a uma minoria podem apresentar enquanto indivíduos? A fala de Karol Conka no Rio2C, sobre como empresas lidam com a diversidade de pessoas tanto no mercado consumidor, quanto em parcerias com influenciadores, jornalistas ou com nossos colegas de trabalho, nos permite ter insights sobre o assunto.

  Crédito: divulgação Rio2C.

Crédito: divulgação Rio2C.

Ora, no dia a dia da agência, enviamos e-mails, produzimos conteúdo, editamos vídeos, fazemos relatórios e ficamos imersos por horas em reuniões, planejando nossas entregas e resolvendo problemas metodológicos dos nossos processos. Dentro dessa lógica de trabalho, em um momento cujas narrativas disputam espaço e tempo, o importante é não esquecermos que somos pessoas que trabalham com e para pessoas, interrelacionando universos particulares de subjetividade. O mundo mudou. E a diferença é um dos motores dessa mudança.

É necessário abraçar a diversidade dentro do ambiente corporativo, entendendo-a não apenas como um possível produto de trabalho - como pauta ou tema em voga nas redes -, mas como um método inovador, é básico. Ela deve ser fundante no desenvolvimento dos processos comunicacionais, com a empatia como comportamento básico essencial para solução de problemas e desenvolvimento de novos projetos. Trata-se da compreensão de que, para entregas cada vez mais personalizadas é necessário incluir cada vez mais cabeças com especificidades humanas diferentes.

A construção de pensamento diverso, fora da caixinha e das normatividades, tende a construir insights mais produtivos e criativos, que vão muito além das leituras sociais imediatas sobre raça, gênero, sexualidade e classe, enriquecendo processos e, portanto, produtos. E isso porque considera a humanidade como uma esfera mais ampla que a dos paradigmas de distinção entre normal e anormal, como um conjunto combinado de subjetividades moldadas em diferentes contextos. Assim, é preciso pensar o fazer da comunicação de forma complexa e ao mesmo tempo orgânica.

Essa estruturação da diversidade no espaço de trabalho pode ser guiada pelo projeto macro proposto, por exemplo, pela Juntos - nosso núcleo de inteligência voltado para comunicação por causas e sustentabilidade -, que além de fazer comunicação por causas, pensa nas causas enquanto forma de comunicação, uma vez que compreende a inclusão de minorias não apenas como disputa de espaço, mas como busca pelo entendimento de que a diversidade está na pluralidade de vivências, de interesses e de consumo. Devemos entender a diversidade como ela é: um fator incrível de troca e de aprendizado. Afinal, nem sempre estar fora da curva é estar perdido. Essa pode ser a solução para descobrirmos novos caminhos.