21/8/2009
A nobreza do arrependimento - Por Celso Raeder
Quem se arrepende merece perdão
Ainda chegará o dia em que um juiz de futebol terá a coragem de mudar o resultado da partida, horas depois do apito final. E corrigirá a súmula alegando que foi induzido ao erro pelo bandeirinha, que não acenou para aquele impedimento bisonho do Adriano.
E o que dizer de uma simulação por computador, mostrando que os adversários do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima não conseguiriam alcançá-lo, sem a ajuda daquele padre maluco em Atenas? O Comitê Olímpico Internacional não deveria voltar atrás e entregar a medalha de ouro a quem de direito?
Não entendo porque pegam tanto no pé do senador Aloísio Mercadante, que revogou sua "decisão irrevogável" de deixar a liderança do PT no Senado. Quem nunca tomou uma atitude e voltou atrás depois de alguns momentos de reflexão?
Irrevogável é uma palavra tirana. Pressupõe autoritarismo e falta de humildade. Tomara que o senador Mercadante tenha aprendido a lição, e que outros sigam seu exemplo. Até porque, nas urnas, não existem candidaturas irrevogáveis.