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22/2/2010

França, sem Zidane, vai atrás do Bi



O lance polêmico de Henry contra a Irlanda do Sul

 Há doze anos a França vencia pela primeira vez a Copa do Mundo. Jogando em casa e contando com Zinedine Zidane (o melhor jogador do mundo à época), os “bleus” derrotaram o Brasil numa das decisões mais fáceis da história do campeonato de futebol mais importante do planeta. Com “Zizou”, a seleção européia conquistou além do título mundial de 1998, uma Eurocopa em 2000 e duas Copas das Confederações em 2001 e 2003. Em 2006, ainda com o carequinha dono da camisa 10 no elenco e prometendo se aposentar ao fim da participação francesa na Copa, “L'Equipe tricolore” perdeu nos pênaltis a final para a Itália. A aposentadoria do craque e consequentemente a seleção francesa ficaram marcadas pela agressão ao zagueiro italiano Marco Materazzi. Na África a França tentará acabar com esta imagem agressiva e com a fama de dependente de Zidane por títulos.
 

O técnico Raymond Domenech aposta em uma seleção veterana, além de alguns jovens talentos como Yoann Gourcuff, de 23 anos - apelidado de “pequeno Zidane” pela imprensa e torcida francesa. Outra aposta francesa é Franck Ribéry. Atualmente no Bayer Munique da Alemanha, “El mago” foi escolhido o melhor jogador do campeonato alemão por dois anos seguidos e vem sendo o destaque nesta temporada mais uma vez.
 

Craque :
  Seguindo para sua quarta Copa do Mundo, o atacante Thierry Henry — que desclassificou o Brasil nas quartas de final em 2006 marcando o único gol da partida — espera reverter sua imagem de trapaceiro conquistada no fim do ano passado. A fama pegou logo após o jogo na repescagem das Eliminatórias da Copa contra a Irlanda do Sul, em novembro de 2009, quando o goleador usou a mão esquerda para ajeitar a bola e cruzar para o meio da área, lance que resultou no empate francês e tirou os irlandeses do Mundial. O atacante do Barcelona disse estar arrependido e que não repetiria o movimento com o braço se tivesse uma nova oportunidade. Mas em Copa do Mundo todo mundo quer vencer a qualquer preço. Será que a França contará com uma “mãozinha” de Henry?
 


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