6/4/2010
Tempo de somar esforços
Lá em 1972, quando o maestro Tom Jobim escreveu a famosa “Águas de março”, havia promessa de vida após as chuvas. Em 2010, o cenário é diferente. Basta chover um pouco mais forte para o Rio de Janeiro alagar por inteiro e se chover muito forte, durante várias horas, é calamidade na certa.
O governo federal sinaliza ajuda para obras de drenagem para que a situação esteja melhor em 10, 15 anos. Enquanto isso o que nós, cidadãos comuns, podemos fazer?
De um lado do balcão, a população que ocupa as encostas e joga lixo nas ruas, nos rios, em qualquer lugar, precisa se conscientizar de que tem uma parcela de responsabilidade nesse caos e também precisa fazer a sua parte e cuidar da cidade como um bem comum.
Do outro, obras emergenciais de urbanismo, escoamento de águas pluviais, contenção de encostas e remoção de habitações irregulares precisam ser a prioridade dos nossos governantes.
O programa Minha Casa, Minha Vida, por sua vez, chega como um pontapé inicial para diminuir o déficit de moradia e contribuir para a habitação digna. Mas deve ser somado a esforços viários e na área de transportes para que a população possa morar em áreas mais afastadas sem perder mais da metade do seu dia em deslocamento para ir e voltar do trabalho.
Já a indústria da construção civil, que corre contra o tempo para colocar em prática conceitos fundamentais na era da sustentabilidade, também precisa ser cobrada e monitorada. Reciclagem, neutralização de emissão de carbono e uso de energias alternativas nas obras são aspectos que se traduzem em eco-empreendimentos, que no futuro, poderão fazer a diferença.
A natureza tem mostrado toda a sua força e precisamos fazer o mesmo.