13/5/2010
Smoke on!
Cauan Ahmed dentro de um dos air gates com as equipes do Lance e O Globo
É devido a toda sua estrutura complexa e bem planejada que o Red Bull Air Race encanta por onde passa. Os que não se envolvem tanto com o evento, tem, com certeza, um sentimento de admiração pela plasticidade e precisão das manobras dos 15 pilotos da competição. Para que a imprensa pudesse conhecer de perto toda infraestrutura do “circo do Air Race”, a organização disponibilizou algumas vagas para tours de imprensa. Além de ser um dos assessores presentes no Media Center, fui o responsável por guiar os jornalistas para os dois tours disponíveis: torre de controle e pilões infláveis.
Na torre, foi fascinante conhecer de perto o cérebro de toda a competição. Formado por quatro andares de uma complexidade incrível: tira-teima com incontáveis câmeras, encarregados das equipes de resgate (como a que salvou o brasileiro Adílson Kindlemann em menos de 30s na etapa da Austrália) e monitoramento do clima local minuto a minuto. Ainda lá dentro, para fechar com chave de ouro, os jornalistas puderam conhecer pessoalmente Drew Searle, Diretor da Corrida e a voz dos pilotos. Se você acompanhou a transmissão ao vivo pelo Sportv, certamente ouviu Drew disparar diversas vezes seu inesquecível: “Smoke on!”.
Não menos incrível era a atenciosa equipe responsável pelos pilões infláveis. Com 20 metros de altura, os air gates que delimitam as áreas de manobras dos pilotos. Derrubar um deles significa um acréscimo de tempo e, consequentemente, uma piora na classificação da etapa. Em um total de 16 estrangeiros, distribuídos em três barcos, o “the pylon team” dá um show de agilidade para recuperar, em cerca de 1m40s, cada pilão atingido por um piloto. Milagre? Não. Estudos, equipamentos de última geração e muito, mas, muito treinamento. E foi graças a esse tour que os jornalistas puderam conferir a logística desses “monstros infláveis” e, até, entrar em um deles.
O maior feedback de todo esse trabalho de organização e execução desses tours foi ver o brilho nos olhos de cada coleguinha e, é claro, o resultado na mídia no dia seguinte. Assim como os 600 mil presentes no Aterro do Flamengo, entre sábado e domingo, quem cobria o Air Race também não tinham uma boa noção de todo o trabalho que a organização tem para fazer com que o evento seja o sucesso que é.
Por Cauan Ahmed