20/7/2010
Parada para a Copa do Mundo foi benéfica para quase todos os times cariocas
Ano de Copa do Mundo, festa pelos continentes e ansiedade dos países envolvidos. Em contrapartida os campeonatos nacionais são paralisados durante os trinta dias da competição esportiva mais assistida do planeta. Com isso, os times aproveitam para se preparar para a seqüência de seus campeonatos pós Copa.
O Vasco trocou de treinador e participou de um torneio em Florianópolis chamado Copa da Hora que reunia Grêmio, Avaí e Coritiba. O time, agora dirigido por Paulo César Gusmão, acabou sagrando-se campeão sem contar com os principais jogadores e suas últimas contratações, como o veterano e ídolo da torcida Felipe, os atacantes Éder Luís e Nunes, Zé Roberto e o lateral paraguaio Irrazábal.
Botafogo e Fluminense fizeram jogos-treino e contrataram atletas que animaram seus torcedores. Pelo lado tricolor o campeão mundial Belletti, o colombiano Valência e o “sheik” Émerson já foram confirmados e é bem provável que o luso-brasileiro Deco assine com o Tricolor até o fim desta semana. Os alvinegros e atuais campeões do Estado repatriaram Maicossuel e o polêmico Jóbson. Já é comum ouvir torcedores do Flu falando em título e os do Botafogo falando em Libertadores.
E o atual campeão brasileiro? O Flamengo, que agora conta com Zico como diretor-executivo de futebol, foi o único a não obter positividade nesse período. Perdeu o atacante Vágner Love, emprestou o chileno Fierro ao Boca Juniors, teve o nome da instituição envolvido em um escândalo policial devido ao ex-goleiro Bruno e parece não ter contratado muito bem (trouxe o atacante Val Baiano, o zagueiro Jean, os meio-campistas Correa e Renato Abreu, além do desconhecido Cristian Borja).
Agora é que a disputa pelo título nacional esquenta e com ela, vem também a conhecida “competição carioca”. Que os torcedores dos quatro grandes do estado competem entre si e dão um enorme valor em ficar à frente dos rivais não é segredo para ninguém, resta saber quem se sairá melhor: o maestro Felipe, o experiente Renato Abreu, o “mago” Maicossuel ou o lusitano Deco?
Por Vítor Barbosa