26/7/2010
A tecnologia em prol do futebol. Será que a Fifa cederá?

Para um bom amante do futebol, a Copa do Mundo deste ano teve todos os ingredientes para honrar o nome do maior espetáculo futebolístico. Repleta de emoção, a competição teve momentos marcantes, onde grandes craques alcançaram a consagração, enquanto outros acabaram fraquejando ao sucesso. Porém, o campeonato serviu também para apimentar uma discussão antiga e bem polêmica: o uso da tecnologia em beneficio do esporte.
O show de imagens durante a Copa, em razão do aperfeiçoamento e precisão das câmeras atuais, além de registrar belas cenas, também nos mostrou a tamanha injustiça nas partidas por conta dos muitos erros da arbitragem. Quem não se lembra da bola dentro do gol da Alemanha no jogo contra a Inglaterra? O mundo inteiro viu gol, menos o juiz! Ou do impedimento escandaloso no gol da Argentina, quando enfrentava o México, que, mais uma vez, foi simplesmente ignorado?!
Não podemos julgar que esses inúmeros equívocos sejam fruto de uma queda no nível dos árbitros. Eles sempre existiram, porém agora está mais fácil de vê-los, por causa da evolução nas filmagens. A grande questão é: por que não usar este avanço tecnológico a favor de um esporte mais justo? Diversos esportes já adotaram esta medida e obtiveram resultados satisfatórios, como é o caso do basquete, tênis, vôlei, atletismo, natação, entre outros. A FIFA tem uma postura mais conservadora nesse aspecto e não admite a interferência da TV ou chip eletrônico nos jogos.
As opiniões sobre o uso tecnológico se divergem. Alguns são a favor, outros contra. João Havelange, ex Presidente da Fifa, por exemplo, se diz contra, por considerar que os erros de arbitragem fazem parte da cultura do futebol. Por outro lado, tem gente que não se conforma com esses argumentos, ainda mais após um Mundial tão turbulento neste sentido. A Fifa, pressionada com a situação, admitiu ao menos discutir o assunto. Com o tempo, saberemos se o gigante dos esportes também se renderá aos avanços tecnológicos.