3/2/2011
Flamengo é Flamengo! E trabalho é trabalho!
Ronaldinho em campo e a equipe Approach antes do jogo: trabalho que garantiu a beleza da festa de estreia do jogador
Antes de começar a contar minha experiência de ontem, gostaria de destacar a foto que ilustra esse texto. É Ronaldinho Gaúcho, no fim da partida, ao centro do campo, sozinho, eu disse sozinho, saudando os 42 mil rubro-negros que lá estavam. Isso seria impossível se tivesse acontecido há quatro anos. Mas isso eu explico no final. Vamos em frente.
Ontem foi um daqueles dias impossíveis de esquecer. Depois de algumas semanas pensando em uma maneira de evitar problemas e fazer com que a estreia do Ronaldinho Gaúcho no Flamengo fosse perfeita e que a cobertura da imprensa acontecesse de forma ordeira e disciplinada, lá estava eu. Confesso que já acordei tenso. Não é todo dia que temos a oportunidade de fazer parte de um acontecimento como esse.
Quando cheguei ao Engenhão, senti que, realmente, seria inesquecível. A torcida preparava a festa na arquibancada e nós preparávamos toda a operação para a imprensa na beira do campo. Os coleguinhas chegavam para cobrir esse dia histórico. Era imprensa do mundo inteiro. No campo, os ajustes finais. Devo ter andado uns oito quilômetros, no mínimo, até deixar tudo pronto. Começam, então, os torpedos a chegarem no meu celular. Eram amigos avisando que o Luis Roberto, da TV Globo, havia entrado ao vivo no intervalo da novela para elogiar a organização. Outro dizia que o Sportv também elogiava a passarela criada para receber o craque. Na Band, foi a mesma coisa.
Chega a hora e, enfim, R10 aparece na boca do túnel. A torcida vai ao delírio. Um barulho ensurdecedor. E a imprensa trabalhando exatamente como o planejado.
O jogo foi meio morno e a atuação do R10 bem discreta. Mas o melhor estava reservado para o fim da partida. O árbitro apitou e todos foram abraçar o craque. Depois, todos saem e ele, no centro do gramado, agradece aos torcedores. Nessa hora, o coração rubro-negro não segurou a emoção. Emoção por ver aquela cena e por um motivo ainda mais especial. Saber que aquilo só era possível porque estávamos ali. Foi graças ao trabalho que começamos em 2008 aqui no Rio que a imprensa respeitou os limites do gramado e deixou Ronaldinho Gaúcho protagonizar uma das cenas mais emocionantes da minha vida e de todos os rubro-negros.
Ah! O Flamengo ganhou de 1 a 0, gol de Wanderley. Mas isso é apenas um detalhe.
Por Henrique Maranhão