14/2/2011
O adeus do Fenômeno
Um dia triste para os amantes futebolísticos: Ronaldo Nazário de Lima, um dos grandes nomes da história do futebol, aos 34 anos, anunciou hoje sua aposentadoria. Muito emocionado, Ronaldo apontou as dores no corpo e o hipotiroidismo como causas desta decisão. ''Perdi para o meu corpo’’, desabafou o craque.
As lesões estiveram sempre muito presentes ao longo da carreira de Ronaldo, porém, de alguns anos para cá, ele começou a ter muita dificuldade para alcançar seu peso ideal. As torcidas rivais passaram a fazer diversas brincadeiras e gozações quanto aos quilos a mais do Fenômeno e o assunto tomou uma proporção imensa, com a imprensa no mundo inteiro discutindo a razão dele ter engordado. Ainda assim, mesmo não estando em sua melhor forma física, ele conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil pelo seu último clube, Corinthians, sendo o principal destaque nas duas ocasiões.
De origem humilde, ele morava no bairro de Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro, e começou sua empreitada no futebol jogando pelo São Cristovão. Chegou a treinar um tempo no Flamengo, mas acabou desistindo por não ter dinheiro para condução. Com apenas 17 anos, mesmo sendo reserva, Ronaldo participou e ganhou sua primeira Copa do Mundo com a seleção brasileira. Dois anos depois, ele ganharia pela primeira vez o prêmio de melhor jogador de futebol do mundo da FIFA.
Dois títulos de Copa do Mundo, três vezes eleito melhor jogador do mundo pela FIFA e maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Esses são apenas alguns dados que demonstram bem o currículo invejável de Ronaldo no esporte.
Uma carreira repleta de contusões, superação e glória. Assim podemos descrever a trajetória de Ronaldo no futebol e na vida. Não é à toa que ele é chamado de ''Fenômeno’’. Apesar da infância pobre e as sucessivas intervenções cirúrgicas no joelho, Ronaldo passou por cima de todas as dificuldades e desconfianças. Além de craque dentro de campo, é um exemplo de superação. Com certeza, hoje, o futebol perde bastante com sua despedida, porém a memória de seus lances, gols e, sobretudo, as lições de superação e perseverança ficarão guardadas eternamente em nossas mentes.
Por Eduardo Siqueira