22/6/2011
Ídolos, deem o exemplo!
A recente prisão do ex-jogador Edmundo nos faz refletir sobre a importância dos valores que os atletas passam para a sociedade. Não resta dúvida que o ídolo, principalmente no futebol, é um exemplo para as crianças. Os fãs querem usar as mesmas roupas que os ícones do esporte, falar do mesmo jeito que eles e ter as mesmas atitudes que esses mitos da bola. Quem não se lembra quantos jovens usaram o mesmo corte de cabelo “Cascão” do Ronaldo na Copa de 2002? E novo moicano do Neymar? É mania da garotada.
Eles são desejados, invejados, queridos e principalmente imitados. Mas até onde isso é positivo? Será que nossos ídolos estão prontos para passar bons exemplos? Puxando pela memória, lembro que o Pelé não aceitava fazer comerciais de cigarros — mesmo com ótimas ofertas de cachê — porque isso iria contra tudo o que ele pregava como Atleta do Século. Ponto para o Rei. Temos inúmeros exemplos de jogadores e ex-jogadores que realizam belos trabalhos sociais ligados ao esporte e às crianças. Do judoca Flavio Canto, passando pela triatleta Fernanda Keller, até os tetracampeões Raí e Leonardo. Golaços desses esportistas.
Em contrapartida temos jogadores que são destaques, sim, mas além dos campos de futebol, são foco dos holofotes em noitadas, bares e escândalos. Notícias de acidentes e até mesmo de morte, como no caso do goleiro Bruno e do nosso personagem-inspirador de hoje, “O Animal”, são mais comuns do que gostaríamos.
Como o espaço aqui não é para análise antropológica ou psíquica desses atletas, fica só o debate sobre esse tema que acredito que seja de interesse de todos nós: torcedores, pais, mães, filho, fãs... Então, fica aqui o conselho do humilde blogueiro que vos fala: ídolos, deem o exemplo!
Por Paulo Mac Culloch