19/10/2011
Red Bull Brasil nas ondas do circuito mundial
Em dois anos já participei de palestras e cursos de marketing e comunicação no esporte nas principais instituições de São Paulo. Em nenhuma dessas oportunidades, a marca Red Bull deixou de ser citada como um case de sucesso no segmento. Isso sem falar de eventos focados em cultura, entretenimento, etc.
Mesmo quem não gosta de tomar o energético fabricado pela marca acaba, em algum momento, tendo contato com o símbolo do touro vermelho, seja praticando alguma modalidade, seja torcendo por seu ídolo na terra, na água ou no ar.
A escolha de atletas que são patrocinados pela marca é certeira, literalmente um faro para o negócio do esporte. No mar, por exemplo, para alegria da marca austríaca e para a vibração da torcida brasileira, um de seus principais patrocinados no surf, o profissional Adriano de Souza, mais conhecido como Mineiro, venceu seu segundo torneio no WT, o circuito mundial da modalidade.
O jovem de 24 anos, local do Guarujá (SP), conquistou no último dia 18 de outubro o título de campeão do Rip Curl Pro, em Supertubos, Portugal, batalhando nota a nota em tubos de frontside de tirar o fôlego. Acompanhada da ótima notícia da vitória, veio o complemento que a façanha foi alcançada em cima do decampeão mundial Kelly Slater. Só neste ano é a segunda vez que Mineirinho derrota Slater. A primeira foi no Rip Curl Pro presented by Ford Ranger, em Bells Beach, na Austrália, mas naquela ocasião não tratava-se de uma final.
Depois de ver Adriano de Souza vencer o Billabong Rio Pro, no Rio de Janeiro, em maio, a Red Bull acompanhou os altos e baixos do garoto nas etapas seguintes. Uma semana antes da etapa de Portugal, na França, Mineiro ficou em 25º lugar no Quiksilver Pro France e como todo bom mineiro, pegou suas coisas e partiu para Portugal para treinar quietinho, quietinho, longe dos holofotes das câmeras de TV.
Nem mesmo os mais experientes jornalistas de surf conseguiram prever esse resultado em Portugal. A estratégia de Mineiro para vencer a antepenúltima rodada do circuito mundial 2011, título que o recolocou entre os três melhores do ranking mundial, foi comer pelas beiradas, enquanto as atenções estavam voltadas para outro brasileiro. O plano rendeu ao jovem surfista mais um título de campeão em 2011, US$ 75 mil em prêmios e sua primeira nota dez desde que entrou para o WT. Um brinde a ser comemorado com uma latinha de Red Bull. Aloha!
Por João Godoy