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Programa Umas Palavras comemora dez anos com retrospectiva no Canal Futura

O Canal Futura preparou uma surpresa para as sextas-feiras de abril, mês de aniversário de dez anos do programa Umas Palavras. Os melhores momentos de entrevistas que entraram para a história da série serão relembrados em uma retrospectiva de cinco episódios temáticos sobre compositores, poetas, prosadores, dramaturgos/cineastas e autores estrangeiros. Um dos mais antigos programas do Canal Futura, o Umas Palavras promove encontros da apresentadora Bia Corrêa do Lago com personalidades nacionais e estrangeiras que usam a palavra como elemento central de expressão artística.

A estreia, que acontece em 1º de abril, às 21h30, é com compositores de renome da música brasileira. O telespectador poderá assistir a trechos de entrevistas de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Lenine, Adriana Calcanhoto, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Erasmo Carlos e Gilberto Gil. No segundo episódio, que vai ao ar em 8 de abril, é a vez de poetas como Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant’Anna, Adélia Prado, Ledo Ivo, Paulo Henriques Brito, Augusto de Campos, Antônio Cícero e Eucanaã Ferraz.

No terceiro programa, com exibição em 15 de abril, quem ganha a tela são os prosadores João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Luiz Fernando Veríssimo, Rachel de Queiroz, Moacyr Scliar, Milton Hatoun, Sérgio Sant’Anna e Cristóvão Tezza. No quarto episódio, dedicado aos dramaturgos e cineastas, estão entrevistas de Millôr Fernandes, Arnaldo Jabor, Maria Adelaide Amaral, Manoel Carlos, Mauro Rasi, Cacá Diegues, Nelson Pereira dos Santos, Aderbal Freire Filho e Ariano Suassuna. Vai ao ar em 22 de abril.

O episódio final, de 29 de abril, reúne escritores estrangeiros. Na seleção estão os portugueses José Saramago (2001), Inês Pedrosa (2008) e Antonio Lobo Antunes (2009); o angolano José Eduardo Agualusa (2004); o moçambicano Mia Couto (2004); o peruano Mario Vargas Llosa (2007); e o indiano Salman Rushdie (2010).

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Umas Palavras – Retrospectiva 10 anos
Estreia:
sexta-feira, dia 1º de abril, 21h30
Exibição: semanal (sextas-feiras, às 21h30)
Duração: 30 minutos

Sinopses:

Episódio 1: Compositores
Sexta-feira, dia 1º de abril, às 21h30

Entrevistas de: Chico Buarque (2001), Paulinho da Viola (2002), Lenine (2002), Adriana Calcanhoto (2004), Caetano Veloso (2006), Milton Nascimento (2006), Erasmo Carlos (2009) e Gilberto Gil (2010).

Nesse programa, teremos Chico Buarque dizendo que muito antes de ser cantor já sonhava em ser escritor; Paulinho da Viola falando da importância de ouvir outros artistas para a formação de um músico; Lenine explicando como trabalha em parceria; e Adriana Calcanhoto lembrando que descobriu a poesia nos shows de Maria Bethânia. Já Caetano Valoso fala sobre o livro Vereda Tropical e Milton Nascimento, da gênese de uma canção do balé Maria Maria. Erasmo Carlos relembra a dificuldade em ser aceito pelos grupos da Bossa Nova da Zona Sul e Gilberto Gil conta que, por causa de Luis Gonzaga, sua primeira paixão musical foi o acordeão.

Episódio 2: Poetas
Sexta-feira, dia 8 de abril, às 21h30

Entrevistas de: Ferreira Gullar (2001), Affonso Romano de Sant’Anna (2001), Adélia Prado (2001) e Ledo Ivo (2002), Paulo Henriques Brito (2004), Augusto de Campos (2005), Antônio Cícero (2005) e Eucanaã Ferraz (2007).

Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant’Anna, Adélia Prado e Ledo Ivo falam sobre a linguagem da poesia. Augusto de Campos relembra o nascimento do concretismo na poesia enquanto Paulo Henriques Brito fala da escassez de público para a poesia. Antônio Cícero e Eucanaã Ferraz dão verdadeiras aulas sobre a finalidade do poema e seu ritmo.

Episódio 3: Prosadores
Sexta-feira, dia 15 de abril, às 21h30

Entrevistas de: João Ubaldo (2001), Lygia Fagundes Telles (2001), Luiz Fernando Veríssimo (2001), Rachel de Queiroz (2002), Moacyr Scliar (2002), Milton Hatoun (2002), Sérgio Sant’Anna (2005) e Cristovão Tezza (2008).

João Ubaldo relembra a produção da obra Viva o Povo Brasileiro e Lygia Fagundes Telles, do romance Horas Nuas. Luiz Fernando Veríssimo fala sobre o humor na literatura e Rachel de Queiroz sobre o inicio de sua carreira com a publicação de O Quinze. Moacyr Scliar explica que ser filho de imigrantes foi fonte de inspiração para a literatura enquanto Milton Hatoun fala da marca da Amazonia no seu trabalho literário. Sergio Sant’Anna compara sua obra com a do filho André e Cristovão Tezza fala das inseguranças da profissão de escritor.

Episódio 4: Cineastas e dramaturgos
Sexta-feira, dia 22 de abril, às 21h30

Entrevistas de: Millor Fernandes (2001), Arnaldo Jabor (2001), Maria Adelaide Amaral (2001), Manoel Carlos (2001), Mauro Rasi (2002), Cacá Diegues (2002), Nelson Pereira dos Santos (2006), Aderbal Freire Filho (2008) e Ariano Suassuna (2008).

Millor Fernandes fala da cultura; Arnaldo Jabor, da importância de um bom roteiro; e Maria Adelaide conta como virou escritora. Manoel Carlos relembra que começou sua carreira de autor junto com o nascimento da televisão no Brasil e Mauro Rasi revela em que se baseou para escrever a peça Baile de Máscaras. Cacá Diegues conta por que virou cineasta e Nelson Pereira diz como adapta romances para o cinema. Aderbal Freire Filho fala sobre como virou autor e diretor teatral e Ariano Suassuna emociona ao ler um poema que escreveu em homenagem ao pai.

Episódio 5: Autores estrangeiros
Sexta-feira, dia 29 de abril, às 21h30

Entrevistas de: José Saramago (2001), José Eduardo Agualusa (2004), Mia Couto (2004), Mario Vargas Llosa (2007), Inês Pedrosa (2008), Antonio Lobo Antunes (2009), Salman Rushdie (2010).

O português José Saramago fala sobre o motivo que o levou a não usar a pontuação convencional em seus escritos. O moçambicano Mia Couto explica como divide o tempo entre o trabalho de biólogo e escritor e o quanto acha importante que autores não vivam só da literatura. Agualusa conta que é realmente ficcional o personagem do livro O Vendedor de Passados que muitos leitores acreditam ter realmente existido. Mario Vargas Llosa fala do livro A Guerra do Fim do Mundo, que escreveu inspirado por Os Sertões, de Euclides da Cunha. Inês Pedrosa conta por que a literatura brasileira a encanta, e Antônio Lobo Antunes emociona ao dizer como a leitura de poesia foi importante durante a guerra de Angola, quando serviu como oficial médico. O indiano Salman Rushdie revela que está escrevendo sobre os efeitos que a proibição do livro Versos Satânicos teve em sua vida.

 



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