A instalação “Prevenindo a Gravidez Juvenil”, seção fixa do Catavento (museu de ciência da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo) promovida em parceria com o Instituto Kaplan (Centro de Estudos da Sexualidade Humana), realizou pesquisa que revela que 37% dos adolescentes desconhecem situações em que correm risco de se infectar com uma doença sexualmente transmissível. Os jovens têm conhecimento da Aids como uma DST, porém não conhecem as demais doenças.
A pesquisa realizada com 1.149 adolescentes de 13 a 18 anos de idade sendo 54% do sexo feminino e 46% do sexo masculino, apresentou inicialmente um questionamento sobre o que significa a sigla DST e quais as doenças mais conhecidas pelos jovens. Este levantamento ocorreu no inicio da oficina interativa da instalação “Prevenindo a Gravidez Juvenil”. A oficina é composta de três fases, a primeira chamada “sonho” motiva os adolescentes a pensarem na vida profissional futura; na segunda denominada “festa” os jovens passam por um labirinto cenográfico com situações e perguntas sobre gravidez e DST/Aids. O jogo termina com a experiência de uma “viagem para o futuro”, em que visualizam os impactos dessas escolhas no sonho profissional.
Os dados coletados no início foram cruzados com a fase da festa, onde os jovens testam os conhecimentos sobre DST, mostrando que as doenças mais citadas foram Aids, Gonorréia, Sífilis e HPV, e que 84% dos jovens obtiveram conhecimento sobre o assunto na escola e somente 11% em casa, com os pais. Outra informação a destacar é o desconhecimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) como um local para adquirir conhecimento e dar subsídios à prevenção. Apenas 5% dos jovens da pesquisa buscariam informações nestes espaços.
“Os números reforçam a importância de trabalhos de sensibilização que ampliem o conhecimento a respeito de outras doenças além da Aids, que podem aumentar o risco para a infecção do HIV”, explica Camila Macedo Guastaferro, psicóloga e psicoterapeuta, coordenadora de projetos do Instituto Kaplan.
Sobre a Instalação Prevenindo a Gravidez
Mais de 21 mil jovens já participaram da oficina, realizada desde março de 2009. O formato da oficina interativa permite que os adolescentes tirem suas dúvidas e os professores recomendam: “Adorei a dinâmica e as discussões da oficina. Muitos alunos expuseram seu ponto de vista sobre DSTs e gravidez não desejada e suas possíveis consequências para o futuro. Em sala de aula, muitas vezes, eles não falam, ficam com vergonha da própria turma”, diz Francileia Colnago, professora da Escola Estadual Vinicius de Moraes que acompanhou a oficina com seus alunos.