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Solar Meninos de Luz


Solar Meninos de Luz leva educação e cultura para crianças e jovens em situaçao de risco no Cantagalo e Pavão-Pavãozinho

A organização não-governamental Solar Meninos de Luz está revolucionando a atividade cultural e educacional nos morros do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Com 18 anos de existência, a instituição, que atua fornecendo educação formal e integral a 400 crianças e jovens, também trabalha para fazer com que as manifestações artísticas subam o morro e formem platéias com qualidade e inclusão. Para isso, mantém na Rua Saint Roman uma escola – com atendimento do berçário ao Ensino Médio – o maior teatro em área de risco do país, uma biblioteca com mais de 20 mil títulos e uma galeria de artes plásticas.

 “Fomos muito questionados no início. As pessoas nos perguntavam se não seria melhor dar comida, esquecendo-se que a cultura e a arte são outra forma de alimento. Acreditamos que unida à educação de qualidade, o acesso à cultura tem o poder de transformar realidades”, explica a diretora do Solar, Isabella Maltaroli.

Construído com apoio do BNDES, Light e Fundação Vitae, o Teatro Meninos de Luz tem capacidade para 400 pessoas. Com custo de R$ 860 mil, apresenta 500 metros quadrados, palco profissional - com piso de tábua corrida e cortinão - e sistema de iluminação. Já a Galeria homônima, realizada com o apoio de Furnas Centrais Elétricas, abriga exposições reunindo obras de artistas consagrados e de artistas da comunidade, promovendo um intercâmbio entre morro e asfalto. O Solar mantém ainda uma biblioteca com 20 mil títulos - em um trabalho de captação de doações que levou mais de dez anos - e está finalizando um espaço esportivo, com apoio do BNDES.

“Temos a meta de transformar a Saint Roman em um pólo irradiador de cultura e trocas entre os diversos públicos da cidade. Queremos fazer parte do circuito carioca de teatro e artes plásticas, em um projeto pioneiro em área de risco”, completa Isabela, acrescentando que o desafio agora é criar o hábito de ir ao teatro na população local.  “As pessoas aqui estão tão deixadas à margem que precisamos construir o hábito, estimular o desejo do consumo cultural. Mas, mesmo com essas dificuldades, já temos um público cativo. E o mais importante, um público educado, que sabe se portar corretamente durante uma apresentação artística”, finaliza.



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