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Grupo Cultural AfroReggae


Grupo Cultural AfroReggae 17 anos de história social


Fundado em 1993, o Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) é um movimento da sociedade civil que oferece atividades socioculturais a jovens moradores de favelas para promover a justiça e a inclusão social, utilizando a arte, a cultura afro-brasileira e a educação como ferramentas para construção de pontes que unam as diferenças e sirvam como alicerces para sustentabilidade e o exercício da cidadania.

Nasceu como um jornal, o AfroReggae Notícias, que veiculava notícias ligadas à cultura afro, mas foi após a chacina de Vigário Geral, no mesmo ano, que se instalou naquela comunidade. Hoje, o AfroReggae mantém Núcleos Comunitários de Cultura em cinco favelas do Rio de Janeiro: Vigário Geral, Complexo do Alemão, Parada de Lucas, Cantagalo/Pavão/Pavãozinho e na comunidade Nova Era, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, além de 74 projetos político sócio-culturais no Brasil e no exterior. No total, são mais de 7 mil pessoas beneficiadas direta e indiretamente.

Inspirados pelo sucesso da Banda AfroReggae – o grupo artístico mais antigo e o que conquistou maior projeção e visibilidade inclusive internacional até o momento -, outros 14 grupos artísticos foram formados. São dez bandas de música, duas trupes de circo, uma trupe de teatro e uma companhia de dança. Todos formados por jovens que se destacam artisticamente nas oficinas realizadas nos núcleos.

Além das atividades socioculturais, o GCAR também busca aumentar o alcance da sua mensagem através de produções multimídias, que valorizem a riqueza cultural e a estética da periferia, como: Conexões Funk, Conexões Urbanas/Shows - que já levou para as comunidades grandes nomes da nossa música como Marisa Monte, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Zezé di Camargo e Luciano, Xuxa etc -, um programa de TV no canal Multishow e programas de rádio.

Este ano a instituição sedimentou o projeto Empregabilidade, que encaminha egressos do sistema penitenciário ao mercado de trabalho e o Papo de Responsa, que une uma pessoa que atuou na criminalidade com um policial civil, fardado e armado - juntos, eles percorrem salas de aulas e empresas para dar palestras, a fim de atuar preventivamente contra o crime e fazer ecoar vozes de tolerância e esperança.  Há ainda o licenciamento com a marca Hering, que vende em mais de 10 mil pontos de venda a coleção AfroReggae e reverte parte da renda para a instituição.

A postura apartidária e o trânsito livre entre os diversos segmentos sociais do país conquistado nesses 17 anos de história tornou o AfroReggae uma referência na mediação de conflitos e um exportador de tecnologia social. A metodologia utilizada pelo Grupo nas favelas do Rio já foi implementada junto aos jovens das periferias da Colômbia, China, Índia, Inglaterra e Alemanha.

No dia 1º de junho de 2010, o GCAR oficializou a contratação de um parceiro de longa data, o executivo Luis Roberto Pires Ferreira. Beto Ferreira é publicitário de formação e especializado na área social por vocação. Sempre esteve próximo do AfroReggae, mas revela que este ano “antecipou um antigo sonho, trabalhar com José Junior”.
Beto (42) iniciou carreira na antiga MPM Propaganda, no Rio de Janeiro. Depois de passagens pela Contemporânea, Denison, Young & Rubicam Latin America, Giovanni e Fischer, o publicitário foi para a Rede Globo, onde idealizou projetos sociais, como o Criança Esperança.

A união com o AfroReggae  agrega valor à ativação da transformação social e determina o novo posicionamento do GCAR. A história social construída há 17 anos contará, a partir de agora, com a visão de marketing e negócios do experiente executivo. “É preciso criar pontes, ampliar o envolvimento do segundo setor no terceiro. No Brasil, isso ainda é incipiente, apesar de haver empresas que já têm foco nesse sentido, pois precisam cada vez mais de mão-de-obra qualificada, assim como de um mercado consumidor com poder aquisitivo para a sustentabilidade dos seus próprios negócios”.

O Grupo Cultural AfroReggae é dirigido por José Júnior e tem patrocínio cultural do Banco Santander, Natura, Petrobras, Oi e Nestlé e parceria institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

 



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