Um encontro diferente de qualquer outro já visto no Palco Sunset do Rock in Rio levará, no dia 23 de setembro, as batidas marcadas do projeto Quabales, desenvolvido por um dos líderes do grupo STOMP, para se encontrar com a voz de trovão de Margareth Menezes. Ritmo, música e dança estarão bem juntinhos nessa abertura do palco.

O objetivo de Zé Ricardo, diretor artístico do Sunset, ao juntar Quabales e Margareth é dar ainda mais holofote a talentos do Brasil, que já se apresentaram em diversos lugares do mundo.

Sobre Quabales

O Quabales é um projeto socioeducativo que incentiva, desde 2012, crianças e adolescentes de uma comunidade de Salvador a se dedicar à percussão, à teoria musical, ao violão, ao canto e ao break dance. O grupo reúne mais de 50 jovens do nordeste de Amaralina, em Salvador e usa materiais reciclados, latas de lixo e vassouras para fazer o som. Todo o trabalho é focado na inclusão social a partir da música e da dança.

O grupo foi fundado pelo artista baiano Marivaldo dos Santos, integrante do STOMP (companhia que se mantém em cartaz em Nova Iorque há mais de duas décadas ) e pelo professor Bira Monteiro.

Sobre Margareth Menezes

Antes de entrar no cenário musical, Margareth Menezes descobriu os palcos através do teatro e, em 1986, despontou no mundo da música com uma pequena turnê pelo interior da Bahia quando, depois de se apresentar ao lado de diversos artistas de renome, recebe o convite para se apresentar no VIII Festival de Música do Caribe. Quando volta ao Brasil, canta com Djalma Oliveira.

Em uma participação no seu single, “Divindade do Egito”, e em 1988, lança seu primeiro álbum, “Margareth Menezes” que lhe rendeu dois troféus Imprensa de Melhor Disco e Melhor Cantora.

Seu disco Ellegibô lança Margareth Menezes para o cenário internacional da música pois alcançou o topo da parada Billboard World Albums em 1990 nos Estados Unidos, onde vendeu mais de dez mil cópias. Tudo isso serviu como base para uma turnê mundial. Sua carreira se consolidou em um ano após o outro rendendo diversos álbuns para o currículo, além de sua independência artística, ou seja, Margareth passou a produzir sem gravadora, mas com o seu selo “Estrela do Mar” e em produção com Carlinhos Brown e Alê Siqueira. Margareth conquistou uma indicação ao Grammy e outra ao Grammy Latino e foi considerada pelo Los Angeles Times como a “Aretha Franklin brasileira”.