Para a edição de 2017, a rua mais querida do público vem inspirada em um continente, a África, que estará representada através dos músicos, atrações de rua e da arquitetura das casas. Haverá shows exclusivos durante os sete dias de evento com emblemáticos artistas africanos. A curadoria artística do espaço será de Toy Lima, em parceria com a diretora artística Marisa Menezes, que está à frente de toda a programação da rua e seus personagens característicos.

Desde 2011, o Rock in Rio apresenta aos seus visitantes um espaço dedicado a diferentes manifestações artísticas, onde o público se sente parte do show e interage com o espetáculo. A Rock Street busca inspiração em lugares emblemáticos para o mundo da música: New Orleans, em 2011; Reino Unido e sua vizinha Irlanda, em 2013; e em 2015, a inspiração foi o Brasil. Ciente da vasta contribuição da música africana para o cenário mundial, o Rock in Rio, que desde sua primeira edição celebra os mais diversos segmentos musicais, decide dedicar a Rock Street inteiramente ao continente africano e mostrar a origem de todos os ritmos que estarão nos outros palcos do festival.

Toda a representação deste continente estará centrada no lúdico. O público conhecerá de perto extrações da cultura africana, multicultural desde o ritmo até o figurino, que foram desenvolvidos a partir de tecidos originais e muitas miçangas coloridas. As amarrações características das roupas também estarão presentes, além de búzios, guizos e franjas, tudo para estar o mais próximo do original.

Na Rua, três casais vão representar diferentes povos e serão personagens responsáveis pela interação com os visitantes. Haverá performances, percussão e muita dança representando os ritmos africanos - dos mais tradicionais aos mais modernos - além de um coral.  Entre as inspirações estão os casamentos da República do Congo, com cortejo entre mulheres e homens.  Já a dança, estará a cargo de um grupo de percussão e dos jovens da Escola Carioca de Danças Negras. Eles usarão roupas inspiradas nos Dogon com cores vibrantes.

A pluralidade do continente africano também estará representada na cenografia, assinada por João Uchôa e Glauco Bernardes. A arquitetura dos países, seus prédios históricos e edificações típicas foram objeto de pesquisa e cada localidade serviu como referência na concepção das 20 casas montadas ao longo da rua. Além disso, animais típicos de cada país estão representados, seja nas placas ou em esculturas, numa referência à fauna do continente.