O encontro da jovem banda Sinara com Matheus Aleluia levará para o público um paralelo entre os novos nomes da música brasileira, caso da Sinara, formada por filhos e netos de Gilberto Gil, e do consagrado Matheus Aleluia, baiano reverenciado por novos compositores.

Para Zé Ricardo, é sempre muito importante endossar artistas que estão despontando e que mostram uma música com consistência e de relevância para o cenário brasileiro. “São bandas que daqui alguns anos estarão grandes e sólidas. Artistas muito bons e que merecem este espaço, como foi o caso da Donika, da Tulipa Ruiz e do próprio Emicida, que este ano está de volta conosco”, lembra o diretor artístico do Sunset.

Sobre Banda Sinara

Com pouco mais de dois anos de carreira, a banda Sinara, formada por netos e filho de Gilberto Gil, é reconhecida pela sua miscigenação de sons onde é possível ouvir na sua música influências do reggae, rock, MPB e até do maracatu. Com a sua primeira grande apresentação ocorrendo no Rock in Rio 2017, os cinco jovens integrantes da banda se dividem entre vocal, baixo, bateria e guitarras. O vocal fica por conta do compositor e cantor Luthuli Ayodele, o baixo é de Magno Brito e na bateria está José Gil. Nas guitarras estão Francisco e João Gil.

A carreira do grupo começou com o lançamento do EP “Sol”, constituído, em sua maioria, de músicas com assinatura da banda e outras já conhecidas, como “Boa Sorte”, de Vanessa da Mata, “Hoje eu quero sair só”, de Lenine, e “Querem meu Sangue”, de Nando Reis. A canção “Floresta”, do EP, rendeu um clipe para o currículo dos jovens e o hit foi escrito pelo vocalista Luthuli.  Este ano, a banda lançou o single “Sem Ar”, do seu próximo álbum, com uma pegada mais romântica, lançado pela gravadora Sony Music e disponível nas plataformas digitais.

Sobre Mateus Aleluia

Mateus Aleluia é baiano, de Cachoeiras, e o único membro remanescente do grupo “Os Tincoãs”. Morou na Angola por 20 anos e voltou para o Brasil em 2002. A maior inspiração de Mateus para trabalhar em sua arte é o estilo afro-indígena barroco do Brasil e suas músicas são repletas de elementos afro-indígenas, com uma musicalidade que exprime sincretismo. Tendo isso em vista, em 2010, lançou seu álbum individual chamado de “Cinco Sentidos”.

Além da sua música, Mateus faz um projeto chamado de Palestra Musical onde apresenta a cultura afro-barroca com enfoque na temática africana objetivando conscientizar sobre a história de um povo oriundo do continente africano e seu legado para o Brasil. Em 2017, lança seu segundo álbum solo, “Fogueira doce” que traz de volta a sua parceria com Carlinhos Brown.